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sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

MPS faz levantamento de acidentes de trabalho no país

Data: 20/02/2014 / Fonte: SINAIT 

Brasília/DF - Depois de registrar 720 mil acidentes de trabalho em 2011, em 2012 o Ministério da Previdência Social contabilizou 705.239 ocorrências.

Apesar da redução, especialistas consultados pelo Portal Previdência Total alertam que ainda é preciso que governo e empresas invistam mais em campanhas e políticas de prevenção.

Para Fernando Maciel, procurador federal em Brasília e coordenador-geral de Matéria de Benefícios da Procuradoria Federal Especializada junto ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), "a cultura preventiva de acidentes no Brasil ainda não se encontra em uma fase ideal se comparada com outros países.

Porém, vem crescendo com o decorrer do tempo. Na medida de suas restrições orçamentárias, o governo tem investido na concretização da política pública de prevenção de acidentes do trabalho".

Maciel exemplifica a atuação do governo em prol da cultura preventiva com as ações regressivas acidentárias que o INSS, representado pela Procuradoria-Geral Federal, vem promovendo contra os empregadores que descumprem as normas de saúde e a segurança do trabalho.

"A partir do momento em que empresários se conscientizam de que poderão ser responsabilizados pela despesa previdenciária causada em virtude de sua negligência para com as normas de saúde e segurança do trabalho, eles passam a perceber que é muito mais lucrativo investir em medidas de prevenção do que ter que suportar as consequências de um acidente laboral", explica.

A advogada Samanta Leite Diniz, da área trabalhista do escritório Innocenti Advogados Associados, faz coro ao procurador e também credita a redução do número de acidentes do trabalho "à conscientização e observância das empresas em seguir as normas regulamentadoras do Ministério do Trabalho e Emprego. Até porque, o cumprimento não só reduz esses acidentes como também evita ajuizamentos de eventuais ações judiciais contra a empresa. Mais do que isso, demonstra a responsabilidade social da empregadora".

São Paulo é o estado com maior número de ocorrênciasNo levantamento realizado pelo Ministério da Previdência Social, os três acidentes do trabalho que mais tiveram ocorrência no país em 2012, de acordo com a Classificação Internacional de Doenças - CID, foram o ferimento do punho e da mão, com 69.383 registros, a fratura ao nível do punho e da mão, com 49.284 casos, e a dorsalgia, com 35.414 notificações.

O setor com maior número de acidentes foi o de comércio e reparação de veículos automotores, com 95.659 registros, seguido pelo setor de saúde e serviços sociais, que registrou 66.302 acidentes. O terceiro setor no ranking foi o da construção civil, com 62.874 casos.

Na separação por faixa etária, enquanto para o sexo masculino a maior faixa de acidentados está entre 25 e 29 anos, com 91.277 registros, para o sexo feminino, a maior faixa está entre as mulheres que têm de 30 a 34 anos, com 36.958 acidentes. Em todo o país, 2.731 trabalhadores morreram em 2012 e quase 15 mil ficaram permanentemente incapacitados em decorrência de acidentes laborais.

Auditores Fiscais do TrabalhoOs auditores fiscais do Trabalho são responsáveis por fiscalizar acidentes de trabalho em todo o país. Atualmente, o quadro de profissionais é de 2.781 em atividade. Número exíguo para a População Economicamente Ativa - PEA de 100 milhões de trabalhadores, cuja demanda relevante deveria ser de 10 mil auditores fiscais do Trabalho, 330% superior ao atual.

Para modificar esse quadro, o Sinait atua junto ao Ministério do Trabalho e Emprego - MTE e também ao Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão - MP com o objetivo de conseguir a realização de um novo concurso público. A ideia é ampliar o número de vagas para suprir os atuais 877 cargos vagos de auditores fiscais do Trabalho e, ainda, trabalhar para que sejam criados mais cargos permanentes na carreira, corrigindo a defasagem hoje existente.

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Saldo de mortes nos estádios de 2014 é 2,5 vezes maior que na África do Sul

Data: 17/12/2013 / Fonte: Globo Esporte 

A morte de dois operários nas obras da Arena Corinthians, no dia 27 de novembro, e de um na Arena da Amazônia, no último sábado, fizeram o Brasil ultrapassar bastante a África do Sul no número de óbitos provocados por acidentes de trabalho na construção dos estádios para a Copa. Já são cinco vidas perdidas nas obras das 12 arenas brasileiras, contra duas que foram registradas durante a construção das 10 arenas sul-africanas. Segundo o Ministério Público do Trabalho (MPT), a pressa para a conclusão dos estádios está entre os agravantes para o alto número de acidentes fatais no Brasil.

De acordo com o BWI (Building and Woodworkers International), que representa trabalhadores da construção civil em diversos países, dois operários morreram nas obras dos estádios na África do Sul. No dia 15 de agosto de 2008, Dumisani Koyi, de 28 anos, não resistiu ao ser atingido por uma laje de concreto durante a construção do estádio Peter Mokaba, na cidade de Polokwane. Pouco depois, no dia 15 de janeiro de 2009, Sivuyele Ntlongotya, de 26 anos, morreu ao ser atropelado por um caminhão dentro do canteiro de obras do estádio Green Point, na Cidade do Cabo.

Já no Brasil, são cinco mortes registradas nas obras dos estádios da Copa. A primeira foi em junho de 2012, quando o trabalhador José Afonso de Oliveira Rodrigues, de 21 anos, caiu de uma altura de cerca de 30 metros na construção do Estádio Mané Garrincha, em Brasília. Em março deste ano, outra queda, desta vez na Arena da Amazônia, provocou a morte de Raimundo Nonato Lima Costa, de 49 anos. No dia 27 de novembro, o desabamento de um guindaste na Arena Corinthians matou os trabalhadores Fábio Luiz Pereira, de 42 anos, e Ronaldo Oliveira Santos, de 44. No último sábado, mais um operário morreu em acidente na Arena da Amazônia. Marcleudo de Melo Ferreira, de 22 anos, trabalhava na instalação da cobertura quando caiu de uma altura de aproximadamente 40 metros.

Além disso, outros dois trabalhadores morreram nos canteiros de obras dos estádios da Copa, mas os óbitos, a princípio, não foram provocados por acidentes de trabalho. Abel de Oliveira, de 55 anos, não resistiu a uma parada cardiorrespiratória após passar mal no canteiro de obras do Mineirão em julho de 2012. No último sábado, o trabalhador José Antônio do Nascimento, 49 anos, morreu após sofrer um infarto nas obras do entorno da Arena da Amazônia.

A lista de fatalidades nas construções dos estádios brasileiros fica ainda maior quando incluídas novas arenas que não estarão na Copa. Em janeiro deste ano, um funcionário que trabalhava na manutenção do sistema de iluminação da Arena do Grêmio morreu eletrocutado. Em abril, um operário foi atingido por uma viga e também morreu na construção da Arena Palmeiras.

Assim como vem ocorrendo no Brasil, a China também apresentou um alto número de mortes nas obras para os Jogos Olímpicos de 2008. Na época, o governo chinês admitiu seis óbitos (dois na construção do Estádio Ninho do Pássaro). No entanto, jornais asiáticos e europeus chegaram a noticiar mais de dez casos. Houve acidente fatal também na obra de reconstrução do Estádio Wembley, em Londres, onde, em 2004, um operário foi atingido por uma plataforma que caiu de uma altura de cerca de 100 metros.

O perigo da pressaPara o procurador Philippe Gomes Jardim, chefe da Coordenadoria de Meio Ambiente do Trabalho do MPT, uma das razões que tem contribuído para o grande número de acidentes é a pressa para a conclusão das obras.

- As causas são variadas. Mas é preciso reconhecer que esses estádios no Brasil, assim como outras obras no país, estão sendo construídos em ritmo muito acelerado. Há pressão para que fiquem prontas em determinado período. O aumento do ritmo de trabalho, infelizmente, nem sempre é acompanhado pelas ações de segurança. Aumentam a velocidade e aumentam também os riscos a que esses trabalhadores estão submetidos. A consequência é desastrosa - avaliou o procurador.

Segundo Philippe, os órgãos de fiscalização têm cumprido o papel junto às construtoras, mas admite que a atuação pode ser ainda maior efetiva. Desde 2011, o Ministério Público do Trabalho desenvolve um programa específico de acompanhamento das grandes obras do PAC, da Copa de 2014 e das Olimpíadas de 2016.

- Esse trabalho (de fiscalização) já vem sendo feito. Recentemente, intensificado. Esses desastres mostram que essa atuação tem que ser cada vez mais efetiva. A grande questão é que as estatísticas são sempre negativas. Se mostra o número de acidentes, mas não tem como mostrar quantos foram evitados. Isso não tem como medir. Não sabemos quantas mortes conseguimos evitar com as fiscalizações. Tudo isso confirma a ideia da importância da nossa atuação e demonstra que devemos continuar firmes neste caminho.

Ainda de acordo com o procurador, várias obras de estádios passaram por processos administrativos para a correção de irregularidades  na segurança dos trabalhadores nos últimos meses e, em alguns casos, o MPT precisou entrar na Justiça contra os responsáveis. No Amazonas, inclusive, já havia um pedido do Ministério Público do Trabalho da 11ª região por melhores condições de segurança no canteiro de obras da nova arena.

- Em Manaus mesmo, já tinha uma ação civil pública ajuizada para investigar as condições de trabalho. Em Brasília (Estádio Mané Garrincha) também houve atuação por conta de um conjunto de irregularidades, assim como em Curitiba (Arena da Baixada) e na Arena do Grêmio, em Porto Alegre - disse Philippe Gomes Jardim.

Sindicatos dos trabalhadores reclamamLíderes do movimento sindical que representam os trabalhadores da construção civil também reclamaram das condições de segurança nas obras dos estádios da Copa. Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil do Estado do Amazonas (Sintracomec-AM), o operário que morreu no último sábado não estava usando os equipamentos de segurança.

- A empresa insiste que o operador estava usando cinto, mas eu peguei uma foto que prova que ele estava sem. Um trabalhador apresentou a foto do operário após a queda e a fiscal do Ministério constatou realmente que ele caiu por não estar usando o cinto. Então, mais uma vez, a Andrade Gutierrez está mentindo para a população e encobertando a morte de um trabalhador - afirmou Cícero Custódio nesta segunda-feira, durante ato em frente ao canteiro de obras da Arena da Amazônia.

Custódio ainda afirmou que os operários da arena estão sendo submetidos a jornadas ilegais de trabalho. Segundo Francisco Chagas Costa, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário (Contricom), carga excessiva de trabalho é uma das reclamações mais comuns entre os operários de todo o país.

- Os sindicatos têm tido dificuldades de acesso aos canteiros de obras dos estádios para examinar, mas recebemos muitas denúncias sobre longas jornadas, falta de segurança, contratação de pessoal sem qualificação. A verdade é que os acidentes nos estádios são apenas reflexo dos problemas que os trabalhadores enfrentam na construção civil em geral, no Brasil inteiro - disse.

Responsável pelas obras da Arena da Amazônia e com participação na construção do Maracanã, do Mané Garrincha e do Beira-Rio, a empresa Andrade Gutierrez se defendeu das denúncias dos sindicalistas por meio de nota oficial. A construtora desqualifica o Sintracomec-AM e diz cumprir todas as exigências dos órgãos de fiscalização e controle.

Veja a íntegra do comunicado da empresa Andrade Gutierrez:Em virtude das recentes declarações do Sr. Cícero Custódio (Presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil do Amazonas) nos meios de comunicação, a Construtora Andrade Gutierrez S/A salienta que este Sindicato não representa a categoria dos trabalhadores da obra Arena da Amazônia.

A Construtora Andrade Gutierrez S/A cumpre as decisões judiciais e colabora com a Justiça e órgãos públicos de fiscalização e controle, disponibilizando registros e documentos relativos aos serviços executados nas nossas obras. 

A Andrade Gutierrez S/A reafirma o seu compromisso com a segurança dos seus colaboradores, e realiza ações de conscientização comportamental dos trabalhadores, de forma a não permitir a ocorrência de novos acidentes.

Com relação ao lamentável acidente que levou a óbito o funcionário Marcleudo de Melo Ferreira, confirmamos que está sendo prestada toda assistência aos seus familiares pela empresa subcontratada em conjunto com a Andrade Gutierrez S/A.

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Encontro impulsiona luta contra doenças, acidentes e mortes no trabalho

Data: 08/11/2013 / Fonte: JusBrasil 

São José dos Campos/SP - CSP-Conlutas, central sindical à qual o Sintrajud é filiado, realiza, de 8 a 10 de novembro, o 1º Encontro Nacional de Saúde dos Trabalhadores, na sede do Sindicato dos Petroleiros, em São José dos Campos (SP). Com o aumento da exploração e do ritmo de trabalho no Brasil e no mundo, a Organização das Nações Unidas (ONU) chegou a reconhecer como alarmante o crescimento dos índices de doenças ocupacionais, acidentes e mortes no local de trabalho.

No Encontro, representantes sindicais e especialistas em saúde do trabalhador vão debater e votar um programa de luta voltado ao combate dessa realidade.

Apesar do grande desenvolvimento tecnológico, cada vez mais trabalhadores morrem no local de trabalho ou em decorrência de doenças ocupacionais. Segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), por dia cinco mil pessoas morrem em todo mundo vítimas de acidentes ou doenças relacionadas ao trabalho. São três mortes a cada minuto.

Ainda segundo a OIT, no primeiro semestre de 2013, aproximadamente 86% das mortes ocorridas no local de trabalho foram causadas por doenças e acidentes ocupacionais.

No Brasil, em 2011, foram registradas quase três mil mortes em decorrência de acidentes de trabalho. Nosso país atualmente ocupa o quarto lugar no ranking mundial, com mais de 701 mil ocorrências, ficando atrás apenas da China, dos Estados Unidos e da Rússia.

Outro dado preocupante é o aumento do número de doenças mentais relacionadas ao trabalho. Segundo o Anuário Estatístico de Acidentes de Trabalho da Previdência Social, os chamados transtornos mentais e comportamentais estão se transformando nas principais causas de concessões de auxílio-doença acidentários. Em 2011, foram 12.337 casos, que se dividem em episódios depressivos, reações ao estresse grave e transtornos de adaptação.

Conivência do governo

O governo federal tem sido conivente com esta terrível realidade, já que não implementa uma política de fiscalização e punição das empresas que lesionam e descumprem as normas de segurança.

A Previdência Social, muitas vezes, age como parceira dessas empresas, ao não reconhecer doenças do trabalho ou ao não relacionar, formalmente, essas doenças com a atividade econômica, como é o caso das montadoras. Isso faz com que o trabalhador tenha dificuldade em provar que sua lesão está relacionada à atividade profissional. Quem sai ganhando são os patrões, que além de terem total liberdade para demitir os lesionados, ainda pagam menos impostos ao INSS.

Outra proposta do governo que deve piorar ainda mais as condições de trabalho é o Projeto de Lei 4330, que pretende acabar com os limites da terceirização. Estudos do Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos) mostram que, a cada dez acidentes de trabalho no Brasil, oito acontecem com terceirizados. São esses trabalhadores que recebem os menores salários e cumprem as maiores jornadas.

O Encontro será um importante momento para discutir as experiências e realidades de várias categorias e construir um programa de lutas que ponha fim nos acidentes e mortes no local de trabalho e pressione os governos a acabar com reformas que atacam a saúde dos trabalhadores.

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Acidentes de trabalho 2012: Apesar da redução preocupam


foto: Divulgação AG

Data: 21/10/2013 / Fonte: Sinait 

Brasília/DF - O Ministério da Previdência Social divulgou o Anuário Estatístico de 2012 com os números sobre acidentes de trabalho no ano passado.

Segundo o documento, os índices caíram em relação a 2011. Porém, para o Sinait, a realidade com que se deparam os auditores fiscais nos ambientes de trabalho mostra que os trabalhadores continuam correndo muitos riscos e que o número real pode ser muito maior.

Em 2012, segundo o Anuário, foram registrados 705.239 acidentes contra 720.629 em 2011. Houve uma pequena redução, mas o total continua acima dos 700 mil por ano, o que é ainda alarmante. O número de trabalhadores mortos em 2012 foi de 2.731, enquanto em 2011 foram 2.938.

Ficaram permanentemente incapacitados para o trabalho 14.755 trabalhadores. Foram 541.286 acidentes com Comunicados de Acidente de Trabalho - CAT emitidos e 163.953 sem emissão de CAT.

O setor com maior número de acidentes é o de Comércio e Reparação de Veículos Automotores, com 95.659 registros, seguido, este ano, pelo setor de Saúde e Serviços Sociais, com 66.302 acidentes.

O terceiro maior índice de registros de acidentes é o setor da Construção Civil, que apresentou um aumento, passando de 60.415 em 2011, para 62.874 em 2012.

Estes dados podem não ser um espelho da realidade, pois muitos acidentes não são considerados para fins de estatísticas, porque estão registrados de forma genérica, por exemplo, como acidentes de trânsito.

As estatísticas continuam demonstrando a necessidade de ampliação do número de auditores fscais do Trabalho, para atuar na prevenção de acidentes, exigindo o cumprimento das Normas Regulamentadoras que tratam de Segurança e Saúde no Trabalho.

A especialização na área de SST é outra necessidade já manifestada pela categoria, ao lado de outras especialidades que não comprometem em nada a carreira única.

Para acessar os dados sobre acidentes de trabalho no Anuário Estatístico da Previdência Social,clique aqui.

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Acidentes de trabalho

Cerca de 700 mil casos de acidentes de trabalho são registrados em média no Brasil todos os anos, sem contar os casos não notificados oficialmente, de acordo com o Ministério da Previdência. O País gasta cerca de R$ 70 bilhões esse tipo de acidente anualmente.

Entre as causas desses acidentes estão maquinário velho e desprotegido, tecnologia ultrapassada, mobiliário inadequado, ritmo acelerado, assédio moral, cobrança exagerada e desrespeito a diversos direitos. 

Os acidentes mais frequentes são os que causam fraturas, luxações, amputações e outros ferimentos. Muitos causam a morte do trabalhador. A atualização tecnológica constante nas fábricas e a adoção de medidas eficazes de segurança resolveriam grande parte deles.

Na sequência, aparecem os casos de lesões por esforço repetitivo e Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (LER/Dort), que incluem dores nas costas. A prevenção se dá por correções posturais, adequação do mobiliário e dos instrumentos e dosagem da carga de trabalho. 

Em terceiro lugar, aparecem os transtornos mentais e comportamentais, como episódios depressivos, estresse e ansiedade. Segundo Remígio Todeschini, diretor do Departamento de Políticas de Saúde e Segurança Ocupacional do Ministério da Previdência Social, esses são os problemas de solução mais complexa. 

Para ele, falta valorizar o trabalhador. “Ele precisa ter orgulho do que faz, sentir-se valorizado, para ganhar qualidade de vida e bem-estar, não doenças”, diz.

A aplicação do Fator Acidentário de Prevenção (FAP), a partir de 2010, obrigou as empresas a pagarem mais impostos sobre a folha de pagamentos conforme o índice de acidentes de trabalho. Esses recursos servem para financiar o Seguro Acidente de Trabalho (SAT), para custear benefícios ou aposentadorias decorrentes de acidentes de trabalho.

Uma nova Política Nacional de Segurança e Saúde no Trabalho foi criada em 2011. Antes focada em reabilitação e tratamento, agora ela visa à prevenção, com ações combinadas de três ministérios: Previdência, Trabalho e Saúde. 

Para Jeferson Seidler, auditor fiscal do trabalho no Ministério do Trabalho, uma cultura de trabalho seguro e saudável começa com o comprometimento efetivo dos empresários e gestores. “É preciso investir nesse campo com o mesmo empenho com que se investe na qualidade dos produtos ou no controle financeiro”, diz. 

Embora o número de acidentes esteja caindo gradativamente, Seidler reconhece que ainda há muito que melhorar. Ainda acontece de empregadores e trabalhadores acharem que as medidas de segurança atrapalham o serviço e não levarem as normas a sério.

Para muitos trabalhadores brasileiros, qualidade de vida no trabalho parece ser um sonho distante. “Primeiro precisamos alcançar os patamares mínimos de trabalho decente, com jornadas de trabalho adequadas, remuneração justa, tratamento humano e risco muito baixo de acidentes e doenças”, afirma Seidler.

Fontes:
Política Nacional de Saúde do Trabalhador do Ministério da Saúde 
Anuário Estatístico da Previdência, divulgado pelo Ministério da Previdência Social

terça-feira, 9 de abril de 2013

28 de abril....Dia Mundial de Conscientização e Segurança do Trabalho (Organização Internacional do Trabalho - OIT)

A campanha da OIT para o dia 28 de abril, quando se celebra o Dia Internacional em Memória às Vítimas de Acidentes e Doenças do Trabalho, destaca em 2013 a "Prevenção de doenças ocupacionais", que continuam a ser a principal causa de mortes relacionadas ao trabalho em todo o mundo. Segundo estimativas da Organização, de um total de 2,34 milhões de vítimas fatais por ano, 321 mil se devem a acidentes e os 2,02 milhões restantes decorrem de vários tipos de doenças, em uma média superior a 5,5 mil mortes diárias.

A precariedade na prevenção de agravos ocupacionais tem um grande efeito negativo não apenas para os trabalhadores e suas famílias, mas também para a sociedade, devido aos altos custos que geram, principalmente em perda de produtividade e seguro social oneroso. Por isso, prevenir adequadamente torna-se uma medida mais efetiva e barata do que tratar e reabilitar. Neste sentido, o Programa da OIT sobre Segurança e Saúde no Trabalho e Meio Ambiente elaborará um relatório sobre o tema, que servirá de suporte a governos, empresas, trabalhadores e organizações para o desenvolvimento e implementação de políticas nacionais e estratégias visando a prevenção de doenças ocupacionais.

Origem da dataConsiderado pela OIT como o Dia Mundial da SST, celebração que integra a Estratégia Global para a Segurança e Saúde no Trabalho, o 28 de abril encontra referência no ano de 1969, quando uma explosão na mina Farmington, no Estado norte-americano da Virgínia, resultou na morte de 78 trabalhadores. Também é considerado por muitos movimentos sindicais como o Dia Internacional em Memória às Vítimas de Acidentes e Doenças do Trabalho.

Atividades alusivas à data serão realizadas em diversos países, entre eles o Brasil.
Para divulgar seu evento relativo ao dia 28 de abril, entre em contato com a Redação pelo telefone (51) 2131-0422 ou pelo e-mail redacao5@protecao.com.br.

Atividades pelo Brasil


28 de abril no Brasil

Espírito Santo

Cachoeiro de Itapemirim - De 22 a 26 de abril, os alunos do Curso Técnico de Segurança do Trabalho do Centro Educacional São Camilo, em Cachoeiro de Itapemirim, realizarão a palestra “Segurança do Trabalho na construção civil” e um DDS reflexivo sobre o dia 28 de abril nas empresas em que atuam como estagiários. Contatos: (28) 3526-5984.

Goiás

Ceres - Entre 22 e 26 de abril, o Cerest Ceres distribuirá, nas regionais de saúde, empresas e instituições de ensino, fôlderes, flyers e camisetas para alertar quanto à prevenção de acidentes e doenças do trabalho. Também concederá entrevista a uma emissora de rádio sobre “As condições de trabalho na sociedade nos dias atuais”. Informações: (62) 3307-3921.

Mato Grosso do Sul

Dourados - O Cerest Dourados, nos dias 29 e 30 de abril, distribuirá material informativo sobre saúde do trabalhador na Praça Antônio João e promoverá palestras sobre a voz como instrumento de trabalho, LER/DORT, atividade laboral, saúde mental e trabalho, alimentação e qualidade de vida, entre outros temas. Mais detalhes: (67) 3428-2400.

Minas Gerais

Poços de Caldas - De 24 a 26 de abril, o Senac Poços de Caldas realizará uma SIPAT com o tema “Memória às vítimas de acidentes e doenças do trabalho”, com palestras de vítimas de acidentes e doenças do trabalho, médicos, enfermeiros, entre outros profissionais. Serão apresentadas pesquisas sobre índices de acidentes como forma de conscientização. Contatos: (31) 3048-9139.

Itajubá - No dia 26 de abril, o Senac Itajubá organizará uma “Simulação de procedimento de segurança e emergência” no ambiente de uma boate, com representação de abandono de área e resgate de vítima, com equipes de abandono, resgate e controle de área. Também haverá apresentação de plantas de emergências, equipamentos e sinalizações. Telefone: (31) 3048-9139.


Paraíba

João Pessoa - Nos dias 24 e 25 de abril, em João Pessoa, o Cerest Regional Macro I promoverá debates sobre “Trabalho digno, trabalho decente: é questão de direitos humanos” e “PNSST: avanços, perspectivas e desafios no campo da intersetorialidade no Estado da Paraíba”, além de prestação de serviços e orientações sobre saúde, direitos sociais e trabalho. Contatos: (83) 3218-7114.

No dia 26 de abril, também em João Pessoa, o Cerest-PB, destacando o tema “O trabalho no setor canavieiro e suas consequências na saúde do trabalhador”, realizará oficinas, palestras, serviços de saúde, exibição de filme, debates, relatos de trabalhadores rurais, ato público e exposição de fotos. Informações: (83) 3218-5844.

Campina Grande - O Cerest de Campina Grande promoverá, de 22 a 26 de abril, ações orientadas para a “Organização e intensificação do trabalho como fatores determinantes de vários agravos à saúde dos trabalhadores”, com sensibilização sobre a SST na Praça Clementino Procópio e visitas a empresas. Mais detalhes: (83) 3335-7254.

Rio de Janeiro

O anúncio da versão em português da Enciclopédia sobre Saúde e Segurança no Trabalho, da OIT deverá ser feito em nível nacional no dia 28 de abril. Fruto de uma parceria entre o Getrin, OIT e Transpetro, a obra poderá ser consultada nas versões impressa e digital. Enquanto aguarda a tradução, a Enciclopédia é disponibilizada no site da OIT, nos idiomas inglês e espanhol.

Rio Grande do Norte

Natal - IFRN campus Central e campus EAD convidam a todos que fazem parte da luta pela preservação da saúde e segurança do trabalhador a assistirem as palestras referente ao Dia 28 de Abril - Dia Internacional em Memória às Vítimas de Acidentes de Trabalho, que ocorrerá no dia 29 de abril de 2013, das 14h às 17h no Auditório do campus IFRN/Natal – Central.

 Rio Grande do Sul

Pelotas - A “Campanha de conscientização contra acidentes e doenças relacionadas ao trabalho” do Cerest Macrosul Pelotas, em abril, convida os cidadãos a fotografarem trabalhadores em situação de risco. As imagens com a respectiva localização, além de serem úteis para o Cerest nas intervenções, serão publicadas em uma matéria especial sobre o dia 28 de abril. Para saber mais: (53) 3225-5588.

São Paulo

São Paulo - Nos dias 24 e 25 de abril, o TRT-SP promoverá no Vão Livre do Masp, na capital, teatro de rua e campanha de conscientização com diversos apoiadores, além de palestras no Auditório do Fórum Rui Barbosa com os temas “Do assédio moral no ambiente de trabalho”, “Direito à felicidade”, “Navegando com sucesso” e apresentação do Coral dos Correios. Informações: (11) 3150-2291.

Guarulhos - O TRT-SP também realizará no Auditório da OAB em Guarulhos, no dia 18 de abril, um ciclo de palestras sobre “O trabalho seguro no transporte, no comércio e na indústria”, abordando temas como “O motorista profissional e o trabalho seguro”, “Fixação de metas, vigilância eletrônica e assédio moral no comércio” e “Acidentes de trabalho na indústria”. Mais detalhes: (11) 3150-2291.

Osasco - No dia 16 de abril, em Osasco, o TRT-SP promoverá apresentação teatral sobre Segurança do Trabalho, além de palestras com os temas “Trabalho seguro dos motoristas profissionais sob a égide da Lei 12.619/12”, “Trabalho seguro na construção civil: a obra do Estádio do Corinthians” e “Proteção e segurança na atividade do atleta profissional”. Para saber mais: (11) 3150-2291.

Fonte: www.protecao.com.br

segunda-feira, 18 de março de 2013

Acidentes.....BASTA!!!!!


Infelizmente é uma notícia que tem se tornado cada vez mais “comum”, nos jornais, revistas, televisão, internet.
O que preocupa ainda mais é que essas notícias “comuns” nos trazem o pior de um acidente o ÓBITO.
A sociedade como um todo, os orgãos governamentais, sindicatos, Ministério do Trabalho, enfim, todos se perguntam – “até quando?” – “de quem é a culpa?” – “como resolver essa situação?”
Semana passada (dia 05/03) mais uma notícia na televisão “trabalhador morre ao cair do 9º andar de um prédio em construção”, na matéria dizia que o mesmo não usava os EPI’s (Equipamentos de Proteção Individual).
Conforme determina a Portaria 3214/78 em sua nova Norma Regulamentadora NR-35 ( a mesma entrou em vigor dia 27/09/2012), todo trabalho realizado acima dos 2(dois) metros de altura do nível ao qual se encontra o trabalhador, pois bem, diante desse fato as empresas deverão dispor de todos os recursos existentes para salva-guardar a vida do trabalhador (fornecimento de EPI’s - Equipamentos de Proteção Individual e/ou EPC’s - Equipamentos de Proteção Coletiva).
Não bastasse esse fornecimento dos equipamentos, ainda diz a legislação de segurança que as empresas devem treinar seus funcionários a respeito do uso correto dos mesmos (guarda e conservação, conforme determina a Norma Regulamentadora NR-06), deve ainda fiscalizar esse uso, sinalizar, informar, etc....
Diante do fornecimento de tantos recursos, os acidentes ainda acontecem, logo alguém diz: “foi falha do funcionário”.
Vamos analisar friamente sem dizer “esse ou aquele é culpado, isso ou aquilo poderia ter impedido”, nada disso adianta mais, a vida perdida já foi.
Voltando na matéria acima citada nesse texto, o repórter entrevistou um membro do sindicato, o qual disse a seguinte frase: “se a empresa tivesse Técnico em Segurança do Trabalho teria sido evitado”, oras meu caro amigo isso é uma hipocrisia absurda, o profissional em segurança (seja Téc. ou Eng.) não é unipresente (missão somente realizada por Deus/Jesus Cristo) em todos os cantos de uma obra, de uma empresa.
O acidente ZERO é outra hipocrisia absurda, algumas empresas (inclusive multinacionais) não comunicam pequenos acidentes, pois os mesmos ficam sob a responsabilidade de médicos e enfermeiros no próprio ambulatório, os acidentes comunicados são aqueles onde o “simples”ambulatório não dá conta de resolver, ou seja, é preciso intervenção em centro cirúrgico.
É bem verdade que muitas empresas cumprem o básico da segurança (e como eu costumo dizer “pensam em segurança no amor ou pela dor”), apenas no papel. Outras cumprem uma parte maio dos requisitos de segurança.
Os funcionários muitas vezes tentam fazer com que as próprias regras de segurança impostas pelas empresas funcionem, no entanto, esbarram naquele velho conhecido “SEGURANÇA X PRODUÇÃO”.
Enquanto essa “briga”existir os acidentes não deixarão de acontecer, pais de família, filhos, trabalhadores não deixarão de morrer, abaixo a hipocrisia VAMOS CUMPRIR AS NORMAS DE SEGURANÇA!!!!
Quanto aos funcionários que descumprem a legislação, ACORDEM, aquele que sofre acidente é o único prejudicado, havendo perda de membros, incapacitação física ou até mesmo a morte NINGUÉM mais do que sua FAMÍLIA irá sentir.
Não usem EPI’s para enganar, não usem EPI’s porque vem vindo o Téc. Segurança, use EPI’s para VOCÊ por VOCÊ, para sua FAMÍLIA, saiba que fora sua FAMÍLIA ninguém se preocupa verdadeiramente com você, com sua saúde.

Abraço a todos!!!

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